Este blog foi criado por um grupo de amigos. Estamos interessados em coletar e comentar informações e notícias que digam respeito a temas sociais, econômicos e políticos, que de alguma forma comentem a exclusão social no Brasil
"Não é que o ser humano esteja mais ganancioso do que em gerações passadas. É que as avenidas para a expressão da ganância se multiplicaram enormemente"
Alan Greenspan ao comitê bancário do Senado americano em 2002
Gostaria de recomendar a todos a leitura dessa entrevista que o economista Joseph Stiglitz deu à Revista Carta Capital (clique no título desse post para ir até o site da revista).
Ele fala do seu novo livro que será lançado até o final de maio. O que gostei é que ele propõe um novo paradigma para a economia monetária, atualmente focada exclusivamente no controle do juros. O que ele prega é que se faça política monetária olhando para disponibilização do crédito. Em suma ele apresenta uma alternativa de mudança nas atuais receitas de controle da inflação e crescimento econômico. Vale muito a pena ler.
Abaixo uma pequena introdução, retirada do site da Carta Capital.
P.S se quiser ler mais sobre o que este ex-economista chefe do Banco Mundial anda dizendo, vá no site dele , lá tem vários outros papers, em inglês. Muito bons!
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O PREÇO DA ANSIEDADE - carta capital
Stiglitz recomenda crédito e controle de capitais pa...
Folha de Sao Paulo - 01/07/2004 Dieese calcula que 146 mil aposentados podem morrer antes da revisão O Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical encomendou uma pesquisa para saber quantos aposentados com direito à revisão pela URV (Unidade Real de Valor) estariam mortos caso aceitassem o parcelamento da dívida proposto pelo governo. O resultado do estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) surpreendeu o presidente do sindicato, João Batista Inocentini. Segundo o cálculo, cerca de 146 mil pessoas -do 1,88 milhão com direito à revisão- não estariam vivas para receber o pagamento em até oito anos. "Não dá para levar a sério a proposta do governo. É bem pior do que imaginávamos quando pedimos a pesquisa", disse Inocentini. Para chegar a esse número, os técnicos do Dieese cruzaram dados que o Ministério da Previdência apresentou sobre o parcelamento da revisão com os dados do IBGE sob...
Folha de São Paulo - OPINIÃO ECONÔMICA
Mensagem ao nosso povo
RUBENS RICUPERO
"Devemos aceitar a crescente internacionalização dos circuitos monetários e financeiros, com a conseqüente perda de autonomia das decisões, e fazê-lo numa fase em que o protecionismo dos países centrais se reafirma? Teremos de renunciar a uma política de desenvolvimento? Que conseqüências sociais devemos esperar de uma prolongada redução na criação de emprego?"
Escritas com penetrante clarividência por Celso Furtado em 1982, hoje, passados 21 anos do início da crise da dívida e da década perdida, essas frases só exigem insignificante modificação: a retirada dos pontos de interrogação. Quem duvida ainda de que aceitar a internacionalização financeira conduz à perda de autonomia das decisões? Haverá quem insista em crer na possibilidade de ter política de desenvolvimento ou de ver em breve o fim do protecionismo agrícola dos ricos?
Quanto às conseqüências sociais do persistente encolhimento...
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