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O fim da miséria

"Quase todas as pessoas que viveram ao longo da história foram tremendamente pobres. A fome, a morte no parto, doenças infecciosas e inúmeros outros riscos constituíam a norma na maior parte dos séculos. O triste destino da humanidade passou a mudar com a Revolução Industrial, que começou em torno de 1750. Novos conhecimentos científicos e inovações tecnológicas permitiram que uma proporção crescente da população global rompesse os grilhões da pobreza extrema. " (Jeffrey Sachs). Clique no título deste post para ler o artigo completo.

O dia em que o luxo não encontrou clientes

Começou como uma dessas histórias que costumam morrer nas páginas de polícia dos jornais e terminou como uma parábola do Brasil. Às 21 horas do sábado, 28 de maio, um caminhão deixou o Porto de Santos com um lote de produtos da marca inglesa Burberry, sinônimo de luxo, avaliado em R$ 1,3 milhão. O rumo eram as prateleiras e araras da nova Daslu, a loja paulista destinada ao mercado AAA. A poucos metros do endereço, no bairro de Vila Olímpia, numa ponte debaixo da qual vivem famílias sem teto, a carga foi interceptada por uma quadrilha. Apenas cinco dias depois, no início da noite de quarta-feira, a Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubo de Cargas recuperou o butim. Foram atraídos a uma favela da zona leste de São Paulo por crianças e jovens que exibiam vistosos bonés com a célebre estampa quadriculada da Burberry. O desmantelamento da gangue deu-se porque os criminosos não conseguiram compradores – e quase tudo permaneceu guardado num depósito mambembe, exceção ao que havia sido...

Emprego precário cresce 19% em 2004

Emprego precário cresce 19% em 2004 PEDRO SOARES DA SUCURSAL DO RIO A taxa de desemprego caiu para o patamar inédito de um dígito em dezembro de 2004 (9,6%), mas a precariedade do mercado de trabalho metropolitano ainda é um problema. O número de pessoas com rendimento inferior a um salário mínimo proporcionalmente às horas que trabalharam para uma jornada de 40 horas semanais cresceu 19,3% em dezembro de 2004 na comparação com o mesmo mês de 2003. Em dezembro de 2004, o contingente dos chamados sub-remunerados era de 2,722 milhões de pessoas nas seis principais regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador). Em dezembro de 2003, o número era menor: 2,281 milhões de pessoas, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) obtidos pela Folha. Esse grupo de pessoas que ganham menos de R$ 1,63 por hora cresceu relativamente mais do que o número de empregos criados. De de...

América Latina: 44% vivem em favelas ou precariamente

As condições de pobreza e a desigualdade fazem com que 44% da população da América Latina vivam em favelas ou subúrbios com estrutura precária, que apenas lhes dão as condições mínimas para sobreviver, alertou ontem a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) A maior parte das favelas está nas cidades, onde vivem três de cada quatro latino-americanos, disse a Cepal em seu estudo ‘Pobreza e precariedade do habitat na América Latina’. Dos domicílios em bairros precários, 76% têm problemas de qualidade da construção e dos serviços básicos, como saneamento e iluminação. E a maioria desses domicílios é chefiada por mulheres. A situação de precariedade é maior nos subúrbios das cidades do interior, que, em sua maioria, não chegam a receber ajuda federal. As condições de vida nas regiões metropolitanas são melhores; em compensação, poucos têm título de propriedade de sua moradia. A Cepal estima que, nos próximos 15 anos, a população das grandes cidades crescerá 2%...

Desigualdade diminui com renda menor para todos

Chico Santos Do Rio (valor economico) O mercado de trabalho no primeiro ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado por um fato extremamente negativo: uma queda de 7,4% no rendimento médio real, o pior resultado anual desde a queda de 19% registrada em 1990, primeiro ano de governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Foi o sétimo ano consecutivo de queda da renda do trabalho, o que já resulta em uma redução acumulada de 18,8% desde 1997. O mau resultado de 2003 foi atenuado pelo fato de a renda dos que ganham mais ter encolhido mais do que a dos que ganham menos. Enquanto a metade da população que ganha mais perdeu 8,1%, a metade que ganha menos perdeu 4,2% segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2003, divulgados ontem pelo IBGE, Como conseqüência do achatamento desigual, houve uma melhora na distribuição de renda. O Índice de Gini, que mede o grau de desigualdade, passou de 0,563 para 0,555, o que representa um m...

Educação de Fachada

Esta notícia que saiu na revista época mostra um pouco da realidade da educação do nosso povo. Vejam um pequeno trecho da notícia: "Apesar de apenas 2% da população brasileira ser completamente analfabeta em matemática, 29% dos brasileiros só conseguem ler preços, ver a hora, anotar números de telefone e verificar calendários. Em 2002, o percentual de analfabetos em matemática era de 3% e o grupo que só sabe o mínimo somava 32%. " Em outras palavras, existe um abismo entre a verdade e os números oficiais divulgados pelo governo. Só reforça o fato de que ainda temos muito chão pela frente e não devemos nos acomodar com as conquistas dos ultimos 10 anos em termos de educação.

Cresce repercussão política da morte de sem-teto

Amigos, As mortes dos moradores de rua em Sao Paulo são um retrato cruel da injustiça social. Mostra até que ponto vai o ódio, a raiva dos que se sentem ameaçados, ironicamente, pelos que nada tem. O crescimento da riqueza e da concentração de renda de poucos tem como consequência do lado oposto o aumento da miséria. A sociedade Brasileira está rompendo mais uma etapa para baixo na sua degradação social. Mais rica e excludente cidade do Brasil mata moradores de rua El Pais Juan Arias No Rio de Janeiro A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do Partido dos Trabalhadores, decretou nesta segunda-feira (23/08) três dias de luto na cidade por causa da matança de mendigos que, desde a última quinta-feira, vem ocorrendo no centro da cidade, com um balanço de seis mortos e nove feridos graves. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou para representá-lo na manifestação popular de protesto que ocorreu neste domingo, diante da catedral da Sé, o ministro da Justi...

Conheça a Zilda Arns a mãe dos pobres do Brasil

Deu no El Pais..... Médica faz campanha pela nutrição acentuando valor da cidadania Especialista em pediatria, com 70 anos, Zilda Arns ficou viúva com seis filhos aos 43 anos. Fundadora e responsável pela instituição Pastoral da Criança, uma das organizações mais importantes do mundo no campo da saúde, nutrição e alfabetização, nas regiões de maior miséria, sua liderança lhe valeu seis prêmios internacionais, entre eles o prêmio Heroína da Saúde Pública das Américas (Opas) e 59 nacionais. Sua organização conta com um exército de 241 mil voluntários, distribuídos em 36.258 comunidades em 3.757 municípios do Brasil e com 7 mil equipes de coordenadores. Quando começou seu projeto havia municípios nos quais o índice de mortalidade infantil era de 129 por mil. Hoje no Brasil a média é de 29 por mil, embora nas comunidades da Pastoral da Criança tenha baixado para 15 por mil. Não é uma atriz de telenovela nem uma apresentadora de televisão, nem uma cantora famosa, mas Zilda A...

Pobreza do Brasil não inibe ostentação dos ricos

Era do presidente-operário marca boom do mercado que vende luxo Raymond ColittEm São Paulo Financial Times 10/08/2004 A pequena distância de algumas das favelas mais pobres e violentas do mundo, clientes bebem champanhe e admiram os últimos anéis de diamante importados em uma requintada joalheria. No elegante bairro dos Jardins, em São Paulo, estão se abrindo diversas butiques de renome internacional, em um "boom" de produtos de luxo que está conquistando a maior economia da América do Sul."O Brasil tem sido um dos mercados de rápido crescimento mais consistente para nós -está entre os dez maiores do mundo", diz Freddy Rabbat, diretor-executivo da Mont Blanc, exclusiva fabricante suíça de canetas.A economia brasileira cresceu nos últimos cinco anos apenas 1,5% ao ano, em média. Mas o mercado de produtos de luxo cresceu 33% por ano em termos reais, ajustados à inflação, segundo a consultoria de produtos de luxo MCF. Um dos motivos é que os bens de luxo importad...

Prioridade retórica: Investimento em educação cai 58% desde 95

Conclusão é de estudo sobre a aplicação da União feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Investimento em educação cai 58% desde 95 LUCIANA CONSTANTINO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Em meio às discussões do governo para planejar o Orçamento de 2005, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) finalizou um estudo que lança luz sobre os gastos da União com educação nos últimos oito anos, apontando um cenário de perdas. Os investimentos do Ministério da Educação no período diminuíram 57,8%, passando de R$ 1,874 bilhão gasto em 1995 para R$ 790,703 milhões no ano passado -em valores atualizados pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços), da Fundação Getúlio Vargas de maio de 2004. A queda não foi ininterrupta. No primeiro ano da gestão Luiz Inácio Lula da Silva, houve um crescimento de 127,4% nos investimentos em relação ao último ano de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Ainda assim, em valores absolutos, faltou mais de R$ 1 bilhão para chegar ao patamar de 1995. ...

voce nem percebe....

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Acho que não é preciso dizer mais nada. A foto diz tudo. click na foto para ler o cartaz.

os benefícios do biodiesel para a inclusão social

Estudos indicam que a cada 1% de substituição de óleo diesel por biodiesel produzido com a participação da agricultura familiar podem ser gerados cerca de 45 mil empregos no campo O tema é o primeiro a ser discutido em profundidade pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados. ‘Biodiesel e inclusão social’, de autoria do deputado federal Ariosto Holanda, constitui o número inicial da série Cadernos de Altos Estudos, publicada pelo conselho. A publicação baseia-se na videoconferência e exposição feita pelo parlamentar em novembro de 2003. Os eventos reuniram ministros, parlamentares, empresários, pesquisadores, intergrantes de ONGs, entre outros. Segundo o documento, o Brasil tem todas as condições de se tornar um grande produtor de biodiesel, por ter um enorme potencial de biomassa para fins energéticos. O capítulo ‘Motivações para a produção de biodiesel’ mostra que a produção do combustível poderá gerar um grande número de empregos e r...

Para onde está indo o dinheiro

Esta notícia aparentemente não está relacionada à exclusão social, mas só aparentemente. Ela mostra claramente para onde a renda da população brasileira está sendo transferida, sem nenhum retorno social, pelo contrário. Para concluir o que estou dizendo basta ver a origem de um lucro tão exorbitante de um representante do sistema financeiro: Tarifas e títulos públicos. Leia-se a política de juros alto perseguida pelo governo. Ao comentar o ganho com as tarifas o banco esconde o quanto as tarifas bancárias subiram nos ultimos 10 anos. Alguns números indicam mais de 3.000% de aumento. Sem nenhuma regulamentação do governo. ********************************** Lucro do Bradesco cresce 21% no 1º semestre SANDRA BALBI DA REPORTAGEM LOCAL O lucro líquido do Bradesco cresceu 21% em relação ao primeiro semestre de 2003 e totalizou R$ 1,250 bilhão. Foi o terceiro melhor resultado semestral do banco desde 1987, segundo levantamento da consultoria Economática. O maior lucro anterior fo...

Elite ocupa até 1/4 das vagas na rede pública

ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DO RIO A idéia de que na escola pública só estudam pobres é desmentida por uma pesquisa do projeto Gestão para o Sucesso Escolar, realizada com 26 mil alunos de 200 escolas públicas dos Estados de São Paulo e Santa Catarina. O estudo -de iniciativa dos institutos Gestão Educacional e Protagonistés- mostra que, na 8ª série dessas escolas, a presença de estudantes das classes A e B, de maior poder de consumo, é maior do que a das classes D e E. Segundo a pesquisa, 26% dos estudantes da 8ª série fazem parte das classes A e B, enquanto 22% são das classes D e E. Na 4ª série, a proporção de alunos da elite também é significativa (20%), mas inferior à de mais pobres (29%). Para chegar a essa conclusão, a pesquisa usou o Critério Brasil, padrão usado pelo mercado publicitário para avaliar o poder de consumo da população. O critério não leva em conta apenas a renda familiar, mas também a posse de bens e outras características. Em ambas as séries, a pesquisa mo...

CÍRCULO VICIOSO

Editorial da Folha O modelo macroeconômico, adotado desde a desvalorização do real, em janeiro de 1999, continua revelando seus limites. A política econômica foi ancorada em três pilares fundamentais: taxa de juro elevada (16% ao ano) para atingir a meta de inflação de 5,5% em 2004; superávit fiscal (excluindo juros) de 4,25% do PIB para conter a explosão da dívida pública (56% do PIB); taxa de câmbio flutuante, com livre mobilidade dos capitais, a fim de fechar as contas externas. Esses pilares têm funcionado mais para assegurar a estabilização da economia do que para fomentar a produção e o investimento, numa dinâmica apelidada de "vôo da galinha": crescimento baixo e de curta duração. Os surtos de expansão recentes foram abortados pelo "apagão" da energia, em 2001, por restrições do setor externo, em 2002, e pelas taxas de juros elevadas, em 2003. Agora, quando a economia doméstica começa a emitir sinais de reaquecimento, o Comitê de Política Monetária do Banc...

RENDA E EDUCAÇÃO

Editorial da Folha Quando se cruzam estatísticas relativas a renda, hábitos familiares e padrões de consumo com o desempenho escolar é possível observar alguns aspectos do modo como a pobreza se reproduz na sociedade. São interessantes, nesse sentido, os dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) relativos ao Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os alunos responderam a questionários socioeconômicos, cujos resultados fornecem conclusões sugestivas -ainda que relativamente previsíveis. Estudantes de famílias com renda até um salário mínimo por mês, por exemplo, têm média na prova objetiva do Enem de 38 pontos, em cem possíveis. Quando a renda familiar é superior a 30 salários mínimos, a média chega a 69 pontos. Ao considerar bens materiais, aquele que mais pesa em favor do bom desempenho é o acesso à internet, que ajudou o aluno que o possui a obter 15,8 pontos a mais no Enem do que os que não ac...

Está em andamento uma rebelião sem volta

Gilberto Dimenstien Começou a percorrer o país, na semana passada, uma notável lição de cidadania. É uma exposição, em praça pública, de uma série de produtos, na qual uma só idéia está à venda: a de que o consumidor não sabe quanto deixa para o governo ao comprar qualquer coisa -de um automóvel a um chiclete. Ao analisar as placas com porcentagens grudadas em cada produto, o visitante da exposição saberá, por exemplo, que, ao adquirir um carro de mil cilindradas, terá deixado 44% para o poder público. Cada vez que enche o tanque com gasolina, são mais 53% em impostos. Os organizadores dessa experiência, exibida no centro de São Paulo, apostam no seguinte: quando o consumidor, de fato, souber quanto o governo lhe tira diariamente, haverá mais pressão para que melhore o desempenho da administração pública. Essa exposição é um detalhe pedagógico de um crescente movimento no país. "Está em gestação uma rebelião", afirma Gilberto Luiz do Amaral, advogado especialista em impos...

Economia pode sofrer colapso, diz professor

O canadense Michel Chossudovsky tem se afirmado, nos últimos anos, como um dos economistas mais prolíficos e contundentes nas críticas ao sistema financeiro internacional. Seu livro "Globalização da Pobreza: Impactos das Reformas do FMI e do Banco Mundial", publicado em 1999 no Brasil, previu o colapso econômico argentino. No Rio para participar do seminário "Dilemas da Humanidade", organizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o professor da Universidade de Ottawa e ex-consultor do Pnud (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas) disse à Folha que o mesmo colapso ocorrerá no Brasil se a política monetária não for mudada logo. Suas críticas se voltaram principalmente contra a presença de Henrique Meirelles, ex-presidente do BankBoston, no Banco Central. Chossudovsky chega a dizer que Meirelles poderia passar "inside information" (informações privilegiadas) para bancos americanos. A Folha entrou em contato com a assessoria do BC, m...

Mundo Cão

ELIANE CANTANHÊDE Mundo cão BRASÍLIA - Dados do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento): 1,1 bilhão de pessoas vive com menos de US$ 1 por dia; 11 milhões de crianças morreram em 2002 antes de completar um ano; 1,2 bilhão de pessoas não têm acesso a água potável; 2,7 bilhões moram em casas sem saneamento básico; 104 milhões de crianças em idade escolar estão fora da sala de aula. Ufa! É de tirar o fôlego de qualquer um e provoca uma reflexão sobre o que, afinal, essa tal de globalização está significando para um mundo mais justo, mais equilibrado. A resposta está no próprio Relatório de Desenvolvimento Humano 2004, a ser oficialmente anunciado hoje em vários países: o que mais chama a atenção, frisam seus analistas, não são as carências em si, mas "o ritmo de diminuição" delas. A coisa está feia e não anda, ou anda muito devagar. Às vezes, até recua. Entre os 33 países da América Latina e do Caribe, há passos positivos para diminuir a fome e a mort...

Avanço tímido na era FHC põe Brasil em 72º em desenvolvimento humano

A era FHC produziu um tímido progresso no desenvolvimento humano do Brasil. É a conclusão inescapável que emerge do IDH-2004, primeiro Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas que permite a radiografia completa dos oito anos de gestão Fernando Henrique Cardoso. Como os dados utilizados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) têm um atraso de dois anos, o IDH-2004 usa estatísticas de 2002, o ano em que terminou o segundo governo de FHC, que tomara posse, pela primeira vez, em 1995. É preciso, em todo o caso, tomar muito cuidado na comparação entre os indicadores da ONU para 1995 e os de 2002 -várias mudanças de metodologia e a inclusão de outros países no ranking podem distorcer a avaliação. Uma avaliação de má-fé diria que o desenvolvimento humano retrocedeu no Brasil no período "tucano", na medida em que, em 1995, o Brasil era o 68º classificado no IDH e caiu para o 72º em 2002. Má-fé porque a queda não significa retrocesso nos indicadores ...